Guia da ilha do Pico

História, mitos e ciência da ilha do Pico e do Triângulo dos Açores

Um guia baseado em fontes para compreender como placas tectónicas, vulcões e comunidades humanas moldaram Pico, Faial e São Jorge.

Paisagem vulcânica e costeira da ilha do Pico nos Açores
A paisagem do Pico liga geologia, comunidades costeiras e séculos de adaptação humana. Ilustração: Ruben JC Furtado; José Luís Ávila Silveira / Pedro Noronha e Costa; Adaptação assistida por IA pela Atlantic Heritage · © 2027 Atlantic Heritage Unipessoal Lda — todos os direitos reservados · Adaptação a lápis e aguarela assistida por IA, com base em fotografias do Pico em domínio público creditadas separadamente; a atmosfera e a composição foram alteradas.

Resposta curta

Pico, Faial e São Jorge formam o chamado Triângulo dos Açores, uma designação geográfica e turística para três ilhas próximas do grupo central. A sua história natural resulta de vulcanismo numa região complexa onde interagem as placas Norte-Americana, Euroasiática e Núbia. A fronteira entre as placas Euroasiática e Núbia é uma zona difusa de extensão oblíqua muito lenta — cerca de 4,2 a 4,8 milímetros por ano segundo um modelo geodésico publicado — e não uma linha simples que passe de forma idêntica por cada ilha.

A história humana documentada pelos portugueses começa no século XV. As primeiras sete ilhas surgem no registo português associado a 1427 e a autorização régia para o povoamento data de 1439. No Pico há tradições e indícios de fixação desde cerca de 1460, mas a ocupação organizada ganhou sobretudo consistência a partir da década de 1480, depois de a capitania ter sido ligada ao Faial em 1482. Ciência, arquivo e tradição não respondem sempre à mesma pergunta; por isso, este guia separa factos bem estabelecidos, interpretações e mitos.

Cronologia essencial

DataO que aconteceu
1427As primeiras sete ilhas aparecem na tradição documental portuguesa de reconhecimento dos Açores
1439Uma carta régia autoriza o povoamento das sete ilhas conhecidas
c. 1460–1480sHá tradição de primeiros povoadores no Pico; a ocupação consolida-se depois de 1482
1562–1564Erupção fissural histórica no Pico
1718Nova erupção fissural no Pico
1720Última erupção confirmada do Pico
Séculos XVI–XIXA vinha torna-se um ciclo económico e cultural decisivo
Finais do séc. XVIII–séc. XXA baleação marca trabalho, migração e identidade marítima
1957–1958Erupção dos Capelinhos, no Faial
1976A Constituição consagra a autonomia político-administrativa dos Açores
2004A Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico entra na Lista do Património Mundial
Costa vulcânica e povoação na ilha do Pico, Açores
A localização, a história e a geologia fazem parte da experiência de ficar no Pico. Ilustração: Vitor Oliveira; Adaptação assistida por IA pela Atlantic Heritage · CC BY-SA 2.0 · Adaptação a lápis e aguarela assistida por IA; o ponto de vista, o estado do tempo, o calor cromático e o detalhe editorial envolvente foram alterados.

O Triângulo: três ilhas, uma zona tectónica complexa

No turismo, o Triângulo significa Pico, Faial e São Jorge, ligadas visualmente e por transporte marítimo. Na geologia, o enquadramento é mais exigente. Os Açores situam-se perto da junção tripla entre as placas Norte-Americana, Euroasiática e Núbia. A Dorsal Mesoatlântica marca de forma relativamente nítida uma parte desta arquitetura; a fronteira Euroasiática–Núbia, pelo contrário, distribui a deformação por uma faixa ampla.

Um estudo geodésico de 2022 estimou para essa fronteira uma abertura total de 4,2 a 4,8 mm por ano, com movimento oblíquo. É uma velocidade média de placas, calculada a partir de modelos e observações. Não deve ser convertida na afirmação de que cada ilha “se afasta” exatamente esse valor todos os anos. Falhas, sistemas fissurais e edifícios vulcânicos repartem a deformação de forma complexa.

Também é enganador imaginar três linhas perfeitas a encontrarem-se num único ponto visível no oceano. “Junção tripla” descreve a interação regional das placas; perto das ilhas centrais, parte da fronteira é difusa. Esta complexidade ajuda a explicar a diversidade de vulcões, sismos e relevos numa área relativamente pequena, mas não permite prever uma erupção a partir da geografia por si só.

Pico: uma montanha e vários sistemas eruptivos

A Montanha do Pico atinge 2 351 metros acima do nível do mar, o ponto mais alto de Portugal. É um vulcão composto predominantemente basáltico, acompanhado por numerosos cones e fissuras nos flancos e pelo sistema vulcânico que se prolonga pela ilha. Portanto, a história eruptiva do Pico não se reduz à cratera que os caminhantes veem no topo.

O catálogo do Smithsonian Global Volcanism Program regista erupções históricas em 1562–64, 1718 e 1720. Foram episódios fissurais que produziram escoadas basálticas; em vários casos, a lava atingiu o mar. No vocabulário local, certas extensões de lava histórica tornaram-se “mistérios”: terrenos novos, escuros e inicialmente difíceis de explicar ou cultivar para as populações que os testemunharam.

O facto de 1720 ser a última erupção confirmada não transforma o sistema em extinto. Também não significa que exista hoje um perigo específico a anunciar. Estado de atividade, sismicidade e alertas pertencem às autoridades científicas e de proteção civil; um artigo histórico não substitui informação operacional atual.

Faial: caldeira, fissuras e os Capelinhos

O Faial é dominado por um estratovulcão com uma caldeira no topo, com cerca de dois quilómetros de diâmetro, e por sistemas fissurais que se estendem sobretudo para oeste. A sua altitude máxima é muito inferior à do Pico, mas a forma do relevo não mede a importância geológica.

A erupção dos Capelinhos começou a 27 de setembro de 1957 como uma atividade submarina ao largo da ponta oeste. Cinzas e outros materiais construíram um cone que acabou unido à ilha; fases explosivas e efusivas prolongaram-se até 24 de outubro de 1958. O farol rodeado por terreno vulcânico é hoje uma leitura visual rara de como uma costa pode ser redesenhada dentro da memória de uma geração.

Visitar os Capelinhos não é apenas “ver uma paisagem lunar”. É observar erosão, deposição, colonização biológica e adaptação humana em curso. A interpretação no local ajuda a distinguir o que foi formado durante a erupção do que mudou nas décadas seguintes.

São Jorge: uma longa ilha construída por fissuras

São Jorge tem uma forma alongada, com cerca de 55 quilómetros de comprimento e apenas alguns quilómetros de largura em grande parte do território. Em vez de um grande cone central semelhante ao Pico, a ilha corresponde a um conjunto de vulcões basálticos e fissuras alinhadas. Escoadas e instabilidade de vertentes contribuíram para a formação das famosas fajãs junto às arribas.

O Smithsonian classifica erupções subaéreas históricas em 1580 e 1808 e uma erupção submarina confirmada em 1902. Alguns relatos antigos foram posteriormente reavaliados como incertos ou desacreditados. Isso não é uma fraqueza da ciência: mostra que os catálogos mudam quando descrições, depósitos e cronologias são revistos.

As fajãs são simultaneamente geologia e história humana. Solos, microclimas locais, acessos difíceis e relação com o mar condicionaram habitação e agricultura. Ao visitá-las, convém ler o relevo e a vida comunitária como partes do mesmo sistema.

Como o basalto moldou a vida no Pico

Os primeiros povoadores tiveram de adaptar culturas e assentamentos a uma ilha jovem, rochosa e exposta. Trigo e pastel fizeram parte das economias iniciais; a vinha viria a tornar-se a transformação mais visível. Muros baixos de basalto, os currais, dividem o terreno e protegem as videiras do vento e da maresia, enquanto a pedra escura armazena calor.

O vinho ligou o Pico a mercados externos, alcançou um auge no século XIX e depois sofreu com doenças da vinha, mudanças económicas e perda de população. A inscrição da Paisagem da Cultura da Vinha na UNESCO, em 2004, reconhece a continuidade e o valor deste trabalho acumulado. É uma paisagem viva, não um cenário fossilizado: continua dependente de proprietários, viticultores e manutenção paciente dos muros.

A baleação criou outro ciclo. A partir do contacto com baleeiros americanos, no final do século XVIII, açorianos desenvolveram conhecimento, embarcações e redes migratórias ligadas à caça ao cachalote. Com o fim da atividade, oficinas, botes, vigias e memórias foram convertidos em património; a observação de cetáceos representa hoje uma relação muito diferente com os animais. Museus do Pico ajudam a compreender a transição sem romantizar o risco e a dureza do trabalho antigo.

Em 1976, a autonomia político-administrativa deu aos Açores instituições regionais próprias dentro da República Portuguesa. Este marco moderno não apaga as diferenças entre ilhas, mas é essencial para compreender como património, ambiente e turismo são hoje administrados.

Mito ou evidência?

Afirmação
“Os Açores são a Atlântida”
“O Pico é o vulcão mais alto do mundo”
“Há quatro estações num dia”
“Os vikings povoaram os Açores antes dos portugueses”

Porque a hipótese pré-portuguesa continua em debate

O estudo de 2021 é investigação revista por pares, não uma lenda da internet. Isso merece ser levado a sério. Mas um indicador ambiental não identifica automaticamente a língua, cultura ou duração de uma presença humana. Sedimentos podem registar fogo, erosão, fungos associados a herbívoros ou compostos fecais; a passagem seguinte é interpretar a causa, a data e a escala.

Uma carta científica de 2022 argumentou que a amostragem e os registos históricos não sustentavam uma perturbação extensa antes da chegada portuguesa. Trabalhos posteriores continuam a discutir o tema. A formulação rigorosa é, por isso: existe evidência científica publicada compatível com atividade humana anterior ao século XV, mas a cronologia, a autoria — incluindo a hipótese nórdica — e a existência de povoamento duradouro permanecem debatidas.

Como interpretar a paisagem durante a viagem

  1. No Pico, procure mais do que a montanha. Compare cones, fissuras, “mistérios”, currais de vinha e portos. Cada um conta uma fase diferente da relação entre erupção e comunidade.
  2. Na paisagem da vinha, respeite limites. A classificação UNESCO aplica-se a áreas delimitadas e a terrenos trabalhados. Use caminhos autorizados, não atravesse parcelas nem mova pedras.
  3. Nos Capelinhos, leia uma sequência. Centro interpretativo, farol, cinzas erodidas e linha de costa mostram formação e transformação depois de 1957–58.
  4. Em São Jorge, relacione arriba e fajã. O interesse não está apenas na vista; está na forma como geologia, acesso, agricultura e povoamento se condicionam.
  5. Separe planeamento de monitorização. Consulte IPMA para meteorologia e as entidades oficiais dos Açores — incluindo CIVISA e Proteção Civil — para informação atual sobre atividade sísmica, vulcânica ou restrições. Este texto é histórico e não é um boletim de risco.

Pico, Faial e São Jorge: o Triângulo dos Açores

Os contornos e as posições relativas das ilhas resultam de um sistema de coordenadas projetadas, preservando a relação espacial entre elas. Os pontos dos portos são referências aproximadas e as linhas tracejadas explicam ligações interilhas, não o trajeto atual de um ferry.

Mapa projetado com as posições relativas reais do Pico, Faial e São Jorge, pontos aproximados dos portos e ligações interilhas tracejadas de caráter ilustrativo
As três ilhas formam um triângulo geográfico e cultural no Grupo Central dos Açores, unido por travessias curtas mas plenamente atlânticas.

A Montanha do Pico acima e abaixo do Atlântico

Corte esquemático da Montanha do Pico, desde o cume a 2 351 m até ao fundo marinho envolvente, mostrando cerca de 3 500 m de relevo vulcânico total e uma parcela submersa inferida de cerca de 1 149 m.
O Pico é mais do que a montanha visível acima do Atlântico: o edifício vulcânico prolonga-se abaixo do nível do mar. Os números remetem para a legenda.
  1. Cume do Piquinho — 2 351 m acima do nível médio do mar.
  2. Cratera atual do cume — cerca de 2 250 m; diâmetro médio de cerca de 550 m e atividade fumarólica.
  3. Cratera fóssil — cerca de 2 050 m; testemunho de uma fase anterior de construção.
  4. Edifício vulcânico — construído por centenas de erupções basálticas.
  5. Nível médio do mar — referência de 0 m.
  6. Parcela submersa inferida — cerca de 1 149 m abaixo do nível do mar, calculados por 3 500 − 2 351.
  7. Desnível total do edifício — cerca de 3 500 m entre o fundo marinho envolvente e o cume.
  8. Fundo marinho envolvente — linha generalizada; a batimetria real é irregular.

Descoberta e povoamento da ilha do Pico

Os navegadores portugueses conheciam os Açores no século XV, e o Pico é geralmente descrito como uma das últimas ilhas do Grupo Central povoadas no período português, sobretudo a partir da década de 1480. Evidência ambiental publicada em 2021 aponta para uma possível influência humana séculos antes, mas ainda não identifica um povo específico nem comprova uma colónia permanente.

Panorama quente a lápis e aguarela de uma embarcação do século XV a aproximar-se do Pico, com instrumentos de cartografia e um primeiro povoado costeiro
A história portuguesa documentada do Pico começa com a exploração e o povoamento no século XV; uma possível presença humana anterior continua a ser uma questão científica em aberto.

Crédito da ilustração: Ilustração editorial assistida por IA pela Atlantic Heritage, © 2027 Atlantic Heritage Unipessoal Lda. Equipa editorial da Atlantic Heritage · © 2027 Atlantic Heritage Unipessoal Lda — todos os direitos reservados · Ilustração editorial assistida por IA; obra interpretativa, com rótulos factuais e dados fornecidos separadamente pelas fontes citadas.

Evidência e fontes: Cronologia histórica do Geoparque Açores e estudo multiproxy sobre o povoamento publicado na PNAS em 2021, citados neste guia.

As ilustrações editoriais assistidas por IA são interpretativas. Os rótulos factuais, as datas e os conjuntos de dados seguem as fontes citadas; a arte não constitui autoridade taxonómica, cartográfica ou náutica.

Ler o Pico através de mapas antigos

Os mapas históricos mostram como o Pico e os Açores foram descritos no seu tempo; não substituem dados geográficos modernos. Preservam-se a linha de costa, os rótulos e as imperfeições originais, e cada imagem deve indicar a data, o cartógrafo, a coleção detentora e as condições de reutilização.

Carta antiga dos Açores com o Pico e as ilhas vizinhas, linhas de costa, letreiros e ornamentos de bússola da época — 1584 · Açores Insulae
1584 · Açores InsulaeCarta histórica — não utilizar para navegação.Luís Teixeira; published by Abraham Ortelius (1584) · Domínio público · Cartografia e rótulos originais preservados; apenas redimensionada e comprimida.
Carta antiga dos Açores com o Pico e as ilhas vizinhas, linhas de costa, letreiros e ornamentos de bússola da época — 1849 · Fayal, Pico and San Jorge — Admiralty Chart No. 1855
1849 · Fayal, Pico and San Jorge — Admiralty Chart No. 1855Carta histórica — não utilizar para navegação.Capt. A. T. E. Vidal, Royal Navy; British Admiralty (surveyed 1844, published 1849) · Domínio público · Cartografia e rótulos originais preservados; apenas redimensionada e comprimida.

As cartas antigas preservam a evolução do conhecimento das ilhas — e também os limites e erros de quem as desenhou.

Crédito da ilustração: O cartógrafo original e a instituição detentora são indicados junto de cada mapa; a cartografia e os rótulos não recebem alterações por IA.

Evidência e fontes: Registo de domínio público da biblioteca, arquivo ou página de ficheiro do Wikimedia Commons citados.

Navegar no Triângulo dos Açores

Travessias curtas ligam as três ilhas geográfica e culturalmente, transportando pessoas, bens e ideias pelo Grupo Central. A proximidade aparente não elimina o vento, a ondulação e as mudanças rápidas de visibilidade do Atlântico: os percursos e as condições devem ser sempre confirmados através de informação marítima atual.

Um único veleiro a atravessar o canal Faial–Pico ao fim da tarde, com a montanha do Pico a erguer-se no horizonte
Os canais entre Pico, Faial e São Jorge são, há muito, rotas marítimas de trabalho e travessias de grande beleza.

Crédito da ilustração: Ilustração editorial assistida por IA pela Atlantic Heritage, © 2027 Atlantic Heritage Unipessoal Lda. Equipa editorial da Atlantic Heritage · © 2027 Atlantic Heritage Unipessoal Lda — todos os direitos reservados · Ilustração editorial assistida por IA; obra interpretativa, com rótulos factuais e dados fornecidos separadamente pelas fontes citadas.

Evidência e fontes: Geografia insular, informação hidrográfica oficial e fontes históricas citadas neste guia.

As ilustrações editoriais assistidas por IA são interpretativas. Os rótulos factuais, as datas e os conjuntos de dados seguem as fontes citadas; a arte não constitui autoridade taxonómica, cartográfica ou náutica.

Da baleação à observação de cetáceos

A baleação costeira chegou ao Faial em 1851 e às Lajes do Pico em 1867, tornando-se uma parte difícil dos meios de subsistência e da identidade insular. O último cachalote foi morto nos Açores em 1987; a observação organizada de cetáceos começou nas Lajes em 1989. Museus, embarcações e vigias preservam esta história humana sem romantizar a morte das baleias.

Baleeira tradicional do Pico à vela e a remos ao pôr do sol, com o sopro distante de um cachalote e sem representação de caça
Conhecimentos antes usados na baleação costeira foram mais tarde orientados para a investigação, o património e a observação não letal de cetáceos.

Crédito da ilustração: Ilustração editorial assistida por IA pela Atlantic Heritage, © 2027 Atlantic Heritage Unipessoal Lda. Equipa editorial da Atlantic Heritage · © 2027 Atlantic Heritage Unipessoal Lda — todos os direitos reservados · Ilustração editorial assistida por IA; obra interpretativa, com rótulos factuais e dados fornecidos separadamente pelas fontes citadas.

Evidência e fontes: Comissão Baleeira Internacional, museus baleeiros do Pico e registos das rotas culturais dos Açores citados neste guia.

As ilustrações editoriais assistidas por IA são interpretativas. Os rótulos factuais, as datas e os conjuntos de dados seguem as fontes citadas; a arte não constitui autoridade taxonómica, cartográfica ou náutica.

Navios e conflitos nas águas em redor do Triângulo

O Grupo Central encontrava-se junto de rotas atlânticas usadas por navios mercantes, corsários e forças navais. Esta cronologia seletiva apresenta três encontros bem documentados no canal Faial–Pico ou nas suas proximidades. Os locais são indicados com prudência e as imagens são reconstruções atmosféricas, não mapas de posições táticas.

  1. A perda da Cinco Chagas

    Nau portuguesa Cinco Chagas sob ataque nas águas a sul do canal Faial–Pico em 1594, numa reconstrução histórica contida
    Em 1594, navios ingleses combateram a nau portuguesa Cinco Chagas nas águas a sul do canal Faial–Pico; a embarcação ardeu, causando uma perda catastrófica de vidas.

    O acontecimento liga-se ao Triângulo pela sua localização ao largo, não por prova de uma batalha terrestre no Pico. As posições exatas dos navios na imagem são interpretativas.

  2. General Armstrong na Horta

    Brigue corsário americano General Armstrong diante de embarcações navais britânicas no porto da Horta em 1814, com o Pico visível do outro lado do canal
    A ação do General Armstrong ocorreu no porto da Horta, no Faial, em 1814, à vista do Pico do outro lado do canal.

    Integra o contexto marítimo partilhado do Triângulo, mas não foi uma batalha travada no Pico.

  3. U-581 no canal Faial–Pico

    Reconstrução interpretativa subaquática, a lápis e aguarela, do submarino alemão U-581 sob o canal Faial–Pico, com o Pico acima do mar ao amanhecer
    Após um encontro com o HMS Westcott em 1942, o U-581 foi afundado pela própria tripulação no canal entre o Faial e o Pico.

    O naufrágio é um episódio de guerra na história do canal; a imagem não estabelece a posição exata dos destroços e não serve para navegação.

Estes encontros pertencem à história marítima das águas em redor do Pico e do Faial; não significam que o Pico tenha sido o campo de batalha em todos os casos.

Crédito da ilustração: Série de reconstruções editoriais assistidas por IA pela Atlantic Heritage, © 2027 Atlantic Heritage Unipessoal Lda. Equipa editorial da Atlantic Heritage · © 2027 Atlantic Heritage Unipessoal Lda — todos os direitos reservados · Ilustração editorial assistida por IA; obra interpretativa, com rótulos factuais e dados fornecidos separadamente pelas fontes citadas.

Evidência e fontes: Registos de arquivo datados, coleções da Library of Congress e referências de história naval citadas neste guia.

As ilustrações editoriais assistidas por IA são interpretativas. Os rótulos factuais, as datas e os conjuntos de dados seguem as fontes citadas; a arte não constitui autoridade taxonómica, cartográfica ou náutica.

Como se produz o vinho do Pico: cinco etapas ligadas

O vinho do Pico começa em pequenas parcelas protegidas por muros de pedra seca de basalto, onde as videiras são cuidadas e as uvas são normalmente vindimadas à mão. O esmagamento, a prensagem, a fermentação, a maturação e o engarrafamento dependem depois do vinho pretendido. Esta sequência explica a lógica comum sem apresentar o método de uma adega como receita universal.

  1. Uma única videira do Pico a crescer baixa dentro de um curral de pedra seca de basalto sob luz quente

    1. Cuidar das videiras nos currais

    Os muros de basalto protegem as videiras baixas do vento e do sal e criam o desenho inconfundível da paisagem.

  2. Mãos a cortar um cacho maduro de uma videira baixa junto a um muro de basalto

    2. Vindimar as uvas

    As uvas são selecionadas e colhidas à mão quando atingem o equilíbrio adequado ao vinho pretendido.

  3. Pequena prensa a receber uvas acabadas de vindimar numa adega limpa do Pico

    3. Esmagar e prensar

    A fruta é processada rapidamente; as opções de prensagem dependem da casta e do estilo de vinho.

  4. Um único recipiente de fermentação numa adega do Pico, desenhado a grafite com aguarela dourada discreta

    4. Fermentar e acompanhar o vinho

    As leveduras transformam os açúcares da uva em álcool, enquanto o produtor gere o tempo, a temperatura e o contacto com os sólidos.

  5. Uma garrafa de vinho do Pico terminada junto a um recipiente de adega, com reflexos de luz quente

    5. Maturar e engarrafar

    O vinho pode repousar em cuba, barrica ou garrafa antes de ser lançado, de acordo com o estilo escolhido pelo produtor.

Os muros de basalto moldam a paisagem vitícola; as decisões na adega moldam o vinho. Os métodos variam consoante a casta, o produtor e o estilo.

Crédito da ilustração: Série de ilustrações editoriais assistidas por IA pela Atlantic Heritage, © 2027 Atlantic Heritage Unipessoal Lda. Equipa editorial da Atlantic Heritage · © 2027 Atlantic Heritage Unipessoal Lda — todos os direitos reservados · Ilustração editorial assistida por IA; obra interpretativa, com rótulos factuais e dados fornecidos separadamente pelas fontes citadas.

Evidência e fontes: Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, UNESCO, e caderno de especificações da DOP Pico citados neste guia.

As ilustrações editoriais assistidas por IA são interpretativas. Os rótulos factuais, as datas e os conjuntos de dados seguem as fontes citadas; a arte não constitui autoridade taxonómica, cartográfica ou náutica.

Cetáceos documentados nos Açores

A lista reúne 28 espécies de cetáceos documentadas para os Açores no conjunto de dados citado. Algumas são observadas com regularidade; outras são sazonais, oceânicas ou registos excecionais. As ilustrações singulares ajudam a reconhecer e contar a história, mas fotografias, orientação especializada e dados atuais são mais adequados à identificação no mar.

Estudo a lápis e aguarela leve de um único exemplar de Sperm whale (Physeter macrocephalus) sobre fundo branco
Nome em inglês: Sperm whaleNome científico: Physeter macrocephalusReferência açoriana: Cachalote

N — espécie nativa segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

Uso consolidado em fontes ligadas ao DOP/UAc e central na história da baleação açoriana.

Estudo a lápis e aguarela leve de um único exemplar de Blue whale (Balaenoptera musculus) sobre fundo branco
Nome em inglês: Blue whaleNome científico: Balaenoptera musculusReferência açoriana: Baleia-azul

M — espécie migrante segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

Estudo a lápis e aguarela leve de um único exemplar de Fin whale (Balaenoptera physalus) sobre fundo branco
Nome em inglês: Fin whaleNome científico: Balaenoptera physalusReferência açoriana: Baleia-comum

M — espécie migrante segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

Estudo a lápis e aguarela leve de um único exemplar de Short-beaked common dolphin (Delphinus delphis) sobre fundo branco
Nome em inglês: Short-beaked common dolphinNome científico: Delphinus delphisReferência açoriana: Golfinho-comum

N — espécie nativa segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

Estudo a lápis e aguarela leve de um único exemplar de Atlantic spotted dolphin (Stenella frontalis) sobre fundo branco
Nome em inglês: Atlantic spotted dolphinNome científico: Stenella frontalisReferência açoriana: Golfinho-pintado

M — espécie migrante segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

Estudo a lápis e aguarela leve de um único exemplar de Cuvier's beaked whale (Ziphius cavirostris) sobre fundo branco
Nome em inglês: Cuvier's beaked whaleNome científico: Ziphius cavirostrisReferência açoriana: Zífio

I — categoria de ocorrência indeterminada na classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

Uso consolidado em fontes ligadas ao DOP/UAc; baleia-de-bico-de-Cuvier é uma alternativa portuguesa transparente.

Um registo regional documentado não garante um avistamento; a ocorrência, a sazonalidade e a abundância variam por espécie.

28 cetáceos documentados

Golfinhos oceânicos (Delphinidae) (11)
  • Nome em inglês: Short-finned pilot whaleNome científico: Globicephala macrorhynchusReferência açoriana: Baleia-piloto-tropical

    M — espécie migrante segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Designação açoriana mais antiga, registada em fontes ligadas ao DOP/UAc; o português moderno também usa baleia-piloto-de-barbatana-curta.

  • Nome em inglês: Short-beaked common dolphinNome científico: Delphinus delphisReferência açoriana: Golfinho-comum

    N — espécie nativa segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: Long-finned pilot whaleNome científico: Globicephala melasReferência açoriana: Baleia-piloto

    M — espécie migrante segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Designação da lista regional ligada ao DOP/UAc; baleia-piloto-de-barbatana-longa é a forma moderna mais explícita.

  • Nome em inglês: Risso's dolphinNome científico: Grampus griseusReferência açoriana: Grampo

    N — espécie nativa segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Moleiro também está registado na lista açoriana ligada ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: Fraser's dolphinNome científico: Lagenodelphis hoseiReferência açoriana: Golfinho-de-Fraser

    V — espécie vagante; a descrição do conjunto de dados GBIF/UAc identifica-a como certamente ocasional na ZEE dos Açores.

    Designação portuguesa confirmada em materiais açorianos sobre cetáceos; não consta da tabela mais antiga, com 27 espécies, ligada ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: Killer whale (orca)Nome científico: Orcinus orcaReferência açoriana: Orca

    I — categoria de ocorrência indeterminada na classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: False killer whaleNome científico: Pseudorca crassidensReferência açoriana: Falsa-orca

    I — categoria de ocorrência indeterminada na classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: Striped dolphinNome científico: Stenella coeruleoalbaReferência açoriana: Golfinho-riscado

    M — espécie migrante segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: Atlantic spotted dolphinNome científico: Stenella frontalisReferência açoriana: Golfinho-pintado

    M — espécie migrante segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: Rough-toothed dolphinNome científico: Steno bredanensisReferência açoriana: Caldeirão

    V — espécie vagante segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Designação regional distintiva registada na lista açoriana ligada ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: Common bottlenose dolphinNome científico: Tursiops truncatusReferência açoriana: Roaz

    N — espécie nativa segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Designação portuguesa regional consolidada na lista ligada ao DOP/UAc.

Rorquais (Balaenopteridae) (6)
  • Nome em inglês: Sei whaleNome científico: Balaenoptera borealisReferência açoriana: Baleia-sardinheira

    M — espécie migrante segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: Bryde's whaleNome científico: Balaenoptera edeniReferência açoriana: Baleia-de-Bryde

    M — espécie migrante segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso consolidado em fontes ligadas ao DOP/UAc; o complexo B. edeni tem uma história taxonómica difícil, pelo que se mantém o nome científico adotado pelo conjunto de dados.

  • Nome em inglês: Blue whaleNome científico: Balaenoptera musculusReferência açoriana: Baleia-azul

    M — espécie migrante segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: Fin whaleNome científico: Balaenoptera physalusReferência açoriana: Baleia-comum

    M — espécie migrante segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: Common minke whaleNome científico: Balaenoptera acutorostrataReferência açoriana: Baleia-anã

    I — categoria de ocorrência indeterminada na classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: Humpback whaleNome científico: Megaptera novaeangliaeReferência açoriana: Baleia-de-bossas

    M — espécie migrante segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso consolidado em fontes ligadas ao DOP/UAc; baleia-corcunda é outra designação portuguesa muito difundida.

Baleias-francas (Balaenidae) (1)
  • Nome em inglês: North Atlantic right whaleNome científico: Eubalaena glacialisReferência açoriana: Baleia-franca

    O cartaz da UAc de 2020 indica M (migrante), enquanto a descrição do conjunto de dados GBIF/UAc classifica explicitamente esta espécie como certamente ocasional/vagante na ZEE dos Açores. Editorialmente, qualquer registo nos Açores deve ser tratado como excecional, e não como um avistamento habitual para visitantes.

    Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

Cachalotes (Physeteridae) (1)
  • Nome em inglês: Sperm whaleNome científico: Physeter macrocephalusReferência açoriana: Cachalote

    N — espécie nativa segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso consolidado em fontes ligadas ao DOP/UAc e central na história da baleação açoriana.

Cachalotes-anões e cachalotes-pigmeus (Kogiidae) (2)
  • Nome em inglês: Pygmy sperm whaleNome científico: Kogia brevicepsReferência açoriana: Cachalote-pigmeu

    I — categoria de ocorrência indeterminada na classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: Dwarf sperm whaleNome científico: Kogia simaReferência açoriana: Cachalote-anão

    I — categoria de ocorrência indeterminada na classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso consolidado em fontes ligadas ao DOP/UAc; referências mais antigas podem apresentar a grafia ultrapassada Kogia simus.

Baleias-de-bico (Ziphiidae) (6)
  • Nome em inglês: Northern bottlenose whaleNome científico: Hyperoodon ampullatusReferência açoriana: Baleia-de-bico-de-garrafa

    M — espécie migrante segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Botinhoso é uma alternativa registada na lista açoriana ligada ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: Sowerby's beaked whaleNome científico: Mesoplodon bidensReferência açoriana: Baleia-de-bico-de-Sowerby

    N — espécie nativa segundo a classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: Blainville's beaked whaleNome científico: Mesoplodon densirostrisReferência açoriana: Baleia-de-bico-de-Blainville

    I — categoria de ocorrência indeterminada na classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: Gervais' beaked whaleNome científico: Mesoplodon europaeusReferência açoriana: Baleia-de-bico-de-Gervais

    I — categoria de ocorrência indeterminada na classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: True's beaked whaleNome científico: Mesoplodon mirusReferência açoriana: Baleia-de-bico-de-True

    I — categoria de ocorrência indeterminada na classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso açoriano consolidado, documentado em fontes ligadas ao DOP/UAc.

  • Nome em inglês: Cuvier's beaked whaleNome científico: Ziphius cavirostrisReferência açoriana: Zífio

    I — categoria de ocorrência indeterminada na classificação citada da UAc; ocorrência documentada na ZEE dos Açores.

    Uso consolidado em fontes ligadas ao DOP/UAc; baleia-de-bico-de-Cuvier é uma alternativa portuguesa transparente.

Botos (Phocoenidae) (1)
  • Nome em inglês: Harbour porpoiseNome científico: Phocoena phocoenaReferência açoriana: Boto

    V — espécie vagante; a descrição do conjunto de dados GBIF/UAc identifica-a como certamente ocasional na ZEE dos Açores.

    Designação registada na lista açoriana ligada ao DOP/UAc; boto pode ser ambíguo fora deste contexto taxonómico.

Guia detalhado dos peixes marinhos do Pico

Este guia apresenta 48 peixes representativos associados às águas dos Açores: 24 espécies costeiras, 12 pelágicas e 12 de talude profundo. É deliberadamente detalhado, mas não inclui todos os peixes registados no arquipélago. Os habitats e as referências locais seguem a lista científica e as fontes vernaculares citadas.

Estudo a lápis e aguarela leve de um único exemplar de Azores chromis (Chromis limbata) sobre fundo branco
Nome em inglês: Azores chromisNome científico: Chromis limbataReferência açoriana: Castanheta-amarela

Habitat: Cardumes a meia água sobre recifes rochosos pouco profundos, descendo para o abrigo quando alarmados.

Nome açoriano bem estabelecido; castanheta também aparece nos nomes de outros peixes-donzela.

Peixe de recife comum; mantenha distância dos locais de nidificação e não alimente os cardumes.

Estudo a lápis e aguarela leve de um único exemplar de Blue rockfish (Azores endemic wrasse) (Symphodus caeruleus) sobre fundo branco
Nome em inglês: Blue rockfish (Azores endemic wrasse)Nome científico: Symphodus caeruleusReferência açoriana: Bodião-azul

Habitat: Recifes rochosos pouco profundos cobertos de algas, geralmente nas primeiras dezenas de metros.

O Portal da Biodiversidade dos Açores também regista maragota; uma lista ictiológica portuguesa mais ampla usa bodião-dos-Açores. Pode surgir o nome científico antigo Centrolabrus caeruleus.

Endémico dos Açores. Observe sem recolher nem perturbar o habitat de recife.

Estudo a lápis e aguarela leve de um único exemplar de Mediterranean parrotfish (Sparisoma cretense) sobre fundo branco
Nome em inglês: Mediterranean parrotfishNome científico: Sparisoma cretenseReferência açoriana: Veja

Habitat: Recifes rochosos onde pasta algas; os adultos são conspícuos em água rasa e límpida.

Nome açoriano muito característico e bem sustentado.

A cor difere com o sexo e a fase de vida. É uma espécie pescada; consulte as regras oficiais atuais antes de qualquer captura.

Estudo a lápis e aguarela leve de um único exemplar de Black moray (Muraena augusti) sobre fundo branco
Nome em inglês: Black morayNome científico: Muraena augustiReferência açoriana: Moreão

Habitat: Fendas rochosas e grutas, com grande parte do corpo escondida; muitas vezes mais ativo depois de escurecer.

Moreia-preta é outra forma portuguesa/açoriana clara.

Nunca alimente à mão nem introduza os dedos em fendas. As moreias defendem o abrigo e podem causar uma mordedura grave.

Estudo a lápis e aguarela leve de um único exemplar de Yellowmouth barracuda (Sphyraena viridensis) sobre fundo branco
Nome em inglês: Yellowmouth barracudaNome científico: Sphyraena viridensisReferência açoriana: Bicuda

Habitat: Cardumes costeiros e oceânicos sobre fundos rochosos ou arenosos, bordos de recife e taludes insulares.

Nome açoriano bem estabelecido, mas bicuda pode ter uso amplo; mantenha o nome científico nos rótulos.

Dê espaço normal a peixes selvagens grandes e não os alimente. A informação de pesca e segurança alimentar deve vir de fontes oficiais atuais.

Estudo a lápis e aguarela leve de um único exemplar de Blackspot seabream (Pagellus bogaraveo) sobre fundo branco
Nome em inglês: Blackspot seabreamNome científico: Pagellus bogaraveoReferência açoriana: Goraz

Habitat: Taludes rochosos das ilhas e montes submarinos; os juvenis podem estar mais rasos, enquanto os adultos ocupam geralmente águas mais profundas.

Peixão também está registado localmente, muitas vezes para um indivíduo grande; não é uma espécie separada.

O Portal da Biodiversidade dos Açores indica Quase Ameaçada na camada de conservação de 2022. É uma pesca de profundidade regulamentada; confirme as medidas atuais.

Peixes costeiros, pelágicos e de talude profundo ocupam habitats muito diferentes e não têm a mesma probabilidade de ser observados por visitantes.

Guia detalhado de peixes

Estes 48 peixes constituem um guia representativo para visitantes — não são todas as espécies registadas nas águas dos Açores.

Costa rochosa e recife (24)
  • Nome em inglês: ShannyNome científico: Lipophrys pholisReferência açoriana: Caboz-gigante

    Habitat: Poças intertidais de rocha basáltica e orla muito rasa batida pelas ondas, onde se esconde sob pedras e em fendas.

    Nome açoriano na lista anotada da UAc; caboz é um nome local amplo para vários blenídeos e gobídeos.

    Pequeno peixe residente da costa; observe-o no local e nunca o levante nem o deixe fora da poça.

  • Nome em inglês: Montagu's blennyNome científico: Coryphoblennius galeritaReferência açoriana: Caboz-de-crista

    Habitat: Poças da zona superior da costa e basalto batido pelas ondas, muitas vezes abrigado em orifícios onde a crista da cabeça ajuda à identificação.

    Nome português descritivo sustentado pela literatura ictiológica da UAc; nem todos os falantes das ilhas distinguem pelo nome todas as espécies de caboz.

    Inofensivo para visitantes; não perturbe os animais, os ovos nem as pedras que lhes servem de abrigo.

  • Nome em inglês: Rock-pool blennyNome científico: Parablennius parvicornisReferência açoriana: Caboz-das-poças

    Habitat: Poças de maré pouco profundas e rocha coberta de algas, incluindo poças isoladas na maré baixa.

    Nome de campo açoriano/português útil; caboz continua a ser um vernáculo partilhado por vários pequenos peixes costeiros.

    Residente característico das poças; evite a contaminação por protetor solar, o pisoteio e a deslocação de pedras.

  • Nome em inglês: Rock gobyNome científico: Gobius paganellusReferência açoriana: Bochecha

    Habitat: Poças intertidais e fendas rochosas pouco profundas, normalmente repousando junto ao fundo.

    Joana e caboz também são nomes açorianos registados; ambos são ambíguos entre pequenos gobídeos e blenídeos.

    Inofensivo; fotografe-o sem o expulsar do abrigo nem virar pedras ocupadas.

  • Nome em inglês: Yellow triplefinNome científico: Tripterygion delaisiReferência açoriana: Caboz-de-três-dorsais

    Habitat: Paredes rochosas rasas e sombreadas, saliências e entradas de grutas; os machos reprodutores podem ficar amarelo-vivo com a face escura.

    Nome de campo português descritivo; no uso local quotidiano pode ser abreviado para caboz.

    Muito pequeno e fácil de não ver; prefira uma fotografia de perto a qualquer manuseamento.

  • Nome em inglês: Azores chromisNome científico: Chromis limbataReferência açoriana: Castanheta-amarela

    Habitat: Cardumes a meia água sobre recifes rochosos pouco profundos, descendo para o abrigo quando alarmados.

    Nome açoriano bem estabelecido; castanheta também aparece nos nomes de outros peixes-donzela.

    Peixe de recife comum; mantenha distância dos locais de nidificação e não alimente os cardumes.

  • Nome em inglês: Canary damselNome científico: Similiparma luridaReferência açoriana: Castanheta-preta

    Habitat: Territorial em recifes rochosos pouco profundos; os juvenis podem surgir entre blocos e poças, enquanto os adultos defendem pequenas áreas.

    Castanheta-azul também está registado; fontes açorianas antigas podem usar o sinónimo Abudefduf luridus.

    Sem perigo para visitantes; não perturbe ninhos defendidos. A taxonomia foi atualizada após as listas antigas dos Açores.

  • Nome em inglês: Blue rockfish (Azores endemic wrasse)Nome científico: Symphodus caeruleusReferência açoriana: Bodião-azul

    Habitat: Recifes rochosos pouco profundos cobertos de algas, geralmente nas primeiras dezenas de metros.

    O Portal da Biodiversidade dos Açores também regista maragota; uma lista ictiológica portuguesa mais ampla usa bodião-dos-Açores. Pode surgir o nome científico antigo Centrolabrus caeruleus.

    Endémico dos Açores. Observe sem recolher nem perturbar o habitat de recife.

  • Nome em inglês: Mediterranean rainbow wrasseNome científico: Coris julisReferência açoriana: Lambaz

    Habitat: Áreas rochosas pouco profundas e ricas em algas, atravessando frequentemente manchas de areia onde se enterra à noite.

    Peixe-rei também está registado em fontes açorianas, mas o nome é ambíguo no uso português mais amplo.

    A cor e o padrão mudam com a idade e o sexo, pelo que as ilustrações não devem sugerir uma aparência única e fixa.

  • Nome em inglês: Ornate wrasseNome científico: Thalassoma pavoReferência açoriana: Rainha

    Habitat: Ativo sobre fundos rochosos pouco profundos e recifes cobertos de algas, sobretudo em água quente e límpida.

    Peixe-rainha, bodião, verdugo e torcida também estão registados; o uso varia e alguns termos sobrepõem-se a outros bodiões.

    A cor varia muito com a fase de vida; evite determinar definitivamente sexo ou idade apenas pela cor.

  • Nome em inglês: Mediterranean parrotfishNome científico: Sparisoma cretenseReferência açoriana: Veja

    Habitat: Recifes rochosos onde pasta algas; os adultos são conspícuos em água rasa e límpida.

    Nome açoriano muito característico e bem sustentado.

    A cor difere com o sexo e a fase de vida. É uma espécie pescada; consulte as regras oficiais atuais antes de qualquer captura.

  • Nome em inglês: White seabreamNome científico: Diplodus sargusReferência açoriana: Sargo

    Habitat: Recifes rochosos e zonas costeiras expostas à rebentação, alimentando-se muitas vezes sobre fundos mistos de rocha e areia.

    Sargo-legítimo é uma forma comercial açoriana mais específica.

    Espécie de pesca regulamentada. Não publique um tamanho mínimo fixo sem confirmar as regras atuais dos Açores.

  • Nome em inglês: SalemaNome científico: Sarpa salpaReferência açoriana: Salema

    Habitat: Cardumes sobre fundos rochosos pouco profundos e cobertos de algas, pastando junto ao fundo.

    Nome de campo partilhado pelo português e pelo inglês em muitos guias; bem estabelecido nos Açores.

    Espécie de pesca regulamentada; apresente-a para observação, não como recomendação de consumo.

  • Nome em inglês: BogueNome científico: Boops boopsReferência açoriana: Boga

    Habitat: Cardumes costeiros sobre fundos rochosos e mistos, por vezes formando grupos densos a meia água.

    Nome de pesca português/açoriano estabelecido.

    Espécie de pesca regulamentada; confirme o tamanho mínimo atual e as regras locais antes de pescar.

  • Nome em inglês: Axillary seabreamNome científico: Pagellus acarneReferência açoriana: Besugo

    Habitat: Plataforma e fundos costeiros de rocha e areia, normalmente mais profundos do que os locais de snorkeling mais acessíveis.

    Nome comercial e vernáculo açoriano estabelecido.

    Espécie de pesca regulamentada; consulte as regras atuais dos Açores sobre tamanhos mínimos.

  • Nome em inglês: Red porgyNome científico: Pagrus pagrusReferência açoriana: Pargo

    Habitat: Plataforma rochosa e cascalhenta, bordos de recife e taludes insulares; os peixes maiores tendem a ocorrer a maior profundidade.

    Pargo-legítimo é a forma comercial oficial/local mais específica.

    Espécie de pesca regulamentada; use as regras oficiais atuais para o tamanho legal e a época.

  • Nome em inglês: Blacktail comberNome científico: Serranus atricaudaReferência açoriana: Garoupa

    Habitat: Recifes rochosos, saliências e entradas de grutas, desde águas rasas até ao talude insular.

    Garoupa-de-rolo é um nome açoriano mais específico; garoupa isoladamente pode referir-se de modo amplo a serranídeos.

    O Portal da Biodiversidade dos Açores indica Dados Insuficientes na camada de conservação de 2022; não sugira uma tendência local quantificada.

  • Nome em inglês: Dusky grouperNome científico: Epinephelus marginatusReferência açoriana: Mero

    Habitat: Recifes rochosos, grutas e saliências; os adultos grandes preferem abrigos amplos e surgem muitas vezes a maior profundidade.

    Mero-legítimo é uma forma comercial açoriana mais específica.

    O Portal da Biodiversidade dos Açores indica Vulnerável na camada de conservação de 2022. Predador de recife de crescimento lento; observe sem perturbar e consulte as proteções de pesca atuais.

  • Nome em inglês: Island grouperNome científico: Mycteroperca fuscaReferência açoriana: Badejo

    Habitat: Recifes rochosos, grutas e estruturas de montes submarinos ou taludes insulares, desde a costa até recifes mais profundos.

    Nome açoriano e macaronésio bem estabelecido.

    O Portal da Biodiversidade dos Açores indica Vulnerável na camada de conservação de 2022. É regulamentado; confirme as regras atuais e não perturbe peixes abrigados.

  • Nome em inglês: Striped red mulletNome científico: Mullus surmuletusReferência açoriana: Salmonete

    Habitat: Manchas de areia e cascalho junto a recifes rochosos, sondando o sedimento com os dois barbilhos do queixo.

    Salmonete-vermelho também é usado em listas oficiais/locais de peixes.

    Espécie de pesca regulamentada. Observe à distância para manter natural o comportamento alimentar.

  • Nome em inglês: Madeira scorpionfishNome científico: Scorpaena maderensisReferência açoriana: Coça

    Habitat: Camuflado em fundos rochosos pouco profundos, junto a saliências ou à entrada de grutas.

    Rascaço também está registado; os nomes das espécies de Scorpaena podem confundir-se localmente.

    Não toque: os peixes-escorpião têm espinhos venenosos capazes de causar uma lesão dolorosa.

  • Nome em inglês: Black morayNome científico: Muraena augustiReferência açoriana: Moreão

    Habitat: Fendas rochosas e grutas, com grande parte do corpo escondida; muitas vezes mais ativo depois de escurecer.

    Moreia-preta é outra forma portuguesa/açoriana clara.

    Nunca alimente à mão nem introduza os dedos em fendas. As moreias defendem o abrigo e podem causar uma mordedura grave.

  • Nome em inglês: Grey triggerfishNome científico: Balistes capriscusReferência açoriana: Peixe-porco

    Habitat: Recifes rochosos e fundos abertos próximos, por vezes em cardumes ou aparecendo sazonalmente junto à costa.

    Nome comercial e de visitante açoriano estabelecido.

    O Portal da Biodiversidade dos Açores indica Vulnerável na camada de conservação de 2022. Dê espaço aos peixes que nidificam ou se defendem; os dentes são fortes.

  • Nome em inglês: Guinean pufferNome científico: Sphoeroides marmoratusReferência açoriana: Peixe-balão

    Habitat: Zonas costeiras rasas, rochosas e arenosas, incluindo poças e enseadas abrigadas.

    Sopapo e sapo também estão registados; ambos podem ser nomes regionais ambíguos.

    Não manuseie nem coma. As regras da UE proíbem produtos da pesca de Tetraodontidae venenosos; nunca use um guia para visitantes para avaliar comestibilidade.

Oceano aberto e montes submarinos (12)
  • Nome em inglês: European pilchard (sardine)Nome científico: Sardina pilchardusReferência açoriana: Sardinha

    Habitat: Cardumes costeiros perto da superfície; pequeno peixe-forragem essencial que liga o plâncton a peixes maiores, aves marinhas e cetáceos.

    Petinga designa sardinha pequena no uso local/comercial e não deve ser apresentada como espécie separada.

    Espécie de pesca regulamentada. Evite promessas sobre abundância sazonal e confirme as regras atuais de tamanho antes de pescar.

  • Nome em inglês: Atlantic chub mackerelNome científico: Scomber coliasReferência açoriana: Cavala

    Habitat: Peixe de cardume da coluna de água superior, da costa ao largo, por vezes concentrado em redor das ilhas e dos montes submarinos.

    Nome comercial e vernáculo açoriano estabelecido.

    Espécie de pesca regulamentada; as regras atuais dos Açores devem ser confirmadas antes da captura.

  • Nome em inglês: Blue jack mackerelNome científico: Trachurus picturatusReferência açoriana: Chicharro

    Habitat: Cardumes costeiros e oceânicos em redor de taludes insulares e montes submarinos; os juvenis são importantes peixes-forragem.

    Chicharro-do-alto também é usado; as fronteiras vernaculares com outros Trachurus podem variar conforme o tamanho e o contexto de pesca.

    Espécie de pesca regulamentada; não use apenas o nome para identificar peixe no mercado onde possam ocorrer vários carapaus.

  • Nome em inglês: Skipjack tunaNome científico: Katsuwonus pelamisReferência açoriana: Bonito

    Habitat: Cardumes rápidos à superfície e perto dela em águas oceânicas quentes, muitas vezes associados a aves em alimentação e a pequenos peixes.

    Gaiado também é um nome açoriano estabelecido; bonito pode ser ambíguo fora da região.

    Espécie de pesca muito móvel. A presença varia com as condições oceânicas; as regras de pesca e o estado do recurso devem ser verificados no momento da publicação.

  • Nome em inglês: AlbacoreNome científico: Thunnus alalungaReferência açoriana: Atum-voador

    Habitat: Águas pelágicas ao largo; migrador sazonal de longa distância pelo Atlântico Norte em redor do arquipélago.

    Voador e germão também estão registados no uso piscatório açoriano.

    Espécie migratória com pesca gerida. Consulte as regras atuais da ICCAT, da UE e dos Açores em vez de publicar quotas ou épocas fixas.

  • Nome em inglês: Bigeye tunaNome científico: Thunnus obesusReferência açoriana: Atum-patudo

    Habitat: Coluna de água oceânica, muitas vezes a maior profundidade durante o dia, com movimentos verticais ligados às presas e à temperatura.

    Patudo é a forma abreviada familiar na pesca açoriana.

    O Portal da Biodiversidade dos Açores indica Vulnerável na camada de conservação de 2022. É uma pesca migratória fortemente gerida; confirme as regras e o parecer sobre o recurso atuais.

  • Nome em inglês: Atlantic bluefin tunaNome científico: Thunnus thynnusReferência açoriana: Atum-rabilho

    Habitat: Migrador oceânico de grande alcance que atravessa frentes produtivas e águas em redor de ilhas e montes submarinos.

    Rabilo é uma variante regional. Evite albacora aqui, pois o uso comercial português dos nomes de atuns não é uniforme.

    Pesca estritamente gerida pela ICCAT/UE. As camadas de conservação e avaliações do recurso mudam; ligue às regras atuais em vez de fixar um estatuto no texto.

  • Nome em inglês: Common dolphinfishNome científico: Coryphaena hippurusReferência açoriana: Dourado

    Habitat: Águas quentes de superfície ao largo e em redor de objetos flutuantes; a ocorrência junto às ilhas é sazonal e depende das condições oceânicas.

    Doirado é uma grafia antiga/regional encontrada em fontes açorianas. É um peixe e o texto nunca deve confundi-lo com um golfinho.

    Espécie pelágica de crescimento rápido e interesse pesqueiro. Não prometa avistamentos nem uma época fixa; consulte a orientação local atual.

  • Nome em inglês: Greater amberjackNome científico: Seriola dumeriliReferência açoriana: Lírio

    Habitat: Estruturas rochosas da costa ao largo, taludes insulares e montes submarinos; adultos robustos podem percorrer águas abertas.

    Írio e charuteiro-catarino também estão registados; o segundo é menos transparente para visitantes.

    Espécie de pesca e predador selvagem forte; observe sem alimentar e confirme as regras de pesca atuais.

  • Nome em inglês: White trevallyNome científico: Pseudocaranx dentexReferência açoriana: Encharéu

    Habitat: Cardumes em redor de cabos costeiros, taludes insulares e montes submarinos, deslocando-se entre o bordo do recife e a água aberta.

    Xaréu e xaréu-bicudo também estão registados; carangídeos semelhantes tornam pouco fiável a identificação casual só pelo nome.

    Espécie de pesca regulamentada. Para identificar, use a forma do corpo e pormenores das barbatanas, não apenas o vernáculo.

  • Nome em inglês: Yellowmouth barracudaNome científico: Sphyraena viridensisReferência açoriana: Bicuda

    Habitat: Cardumes costeiros e oceânicos sobre fundos rochosos ou arenosos, bordos de recife e taludes insulares.

    Nome açoriano bem estabelecido, mas bicuda pode ter uso amplo; mantenha o nome científico nos rótulos.

    Dê espaço normal a peixes selvagens grandes e não os alimente. A informação de pesca e segurança alimentar deve vir de fontes oficiais atuais.

  • Nome em inglês: SwordfishNome científico: Xiphias gladiusReferência açoriana: Espadarte

    Habitat: Predador oceânico que se desloca diariamente entre águas profundas e a coluna superior; raramente é um avistamento casual a partir da costa.

    Agulhão também está registado em material piscatório açoriano antigo, mas pode sobrepor-se a nomes de outros peixes-de-bico.

    Espécie migratória com pesca gerida. Consulte as medidas atuais da ICCAT, UE e Açores antes de mencionar regras de captura ou estatuto.

Talude profundo e fundo marinho (12)
  • Nome em inglês: Blackspot seabreamNome científico: Pagellus bogaraveoReferência açoriana: Goraz

    Habitat: Taludes rochosos das ilhas e montes submarinos; os juvenis podem estar mais rasos, enquanto os adultos ocupam geralmente águas mais profundas.

    Peixão também está registado localmente, muitas vezes para um indivíduo grande; não é uma espécie separada.

    O Portal da Biodiversidade dos Açores indica Quase Ameaçada na camada de conservação de 2022. É uma pesca de profundidade regulamentada; confirme as medidas atuais.

  • Nome em inglês: Splendid alfonsinoNome científico: Beryx splendensReferência açoriana: Alfonsim

    Habitat: Taludes insulares profundos e montes submarinos, em cardumes junto a estruturas íngremes muito abaixo da profundidade normal do mergulho recreativo.

    Nome comercial oficial açoriano. Não confundir com imperador, Beryx decadactylus.

    Espécie de pesca de profundidade gerida por medidas variáveis da UE/Açores. É normalmente encontrada na pesca ou no mercado, não por um visitante a nadar.

  • Nome em inglês: AlfonsinoNome científico: Beryx decadactylusReferência açoriana: Imperador

    Habitat: Taludes rochosos profundos e montes submarinos, geralmente além da profundidade do mergulho recreativo.

    Alfonsino e alfonsim-da-costa-larga também surgem em listas oficiais/locais; neste guia, imperador distingue-o melhor de Beryx splendens.

    Espécie de pesca de profundidade regulamentada. Não publique limites fixos de captura sem consultar as medidas oficiais atuais.

  • Nome em inglês: Blackbelly rosefishNome científico: Helicolenus dactylopterusReferência açoriana: Boca-negra

    Habitat: Taludes profundos rochosos e lodosos, muitas vezes repousando junto ao fundo, muito abaixo da profundidade do snorkeling ocasional.

    Vermelho também é usado localmente, mas é menos específico da espécie.

    Espécie de pesca regulamentada. Tal como peixes escorpeniformes afins, tem espinhos afiados e não deve ser manuseado.

  • Nome em inglês: Black scabbardfishNome científico: Aphanopus carboReferência açoriana: Peixe-espada-preto

    Habitat: Águas mesopelágicas a batipelágicas junto a taludes insulares íngremes, com movimentos verticais pela coluna de água profunda.

    Nome português oficial estabelecido; não confundir com peixe-espada-branco, Lepidopus caudatus.

    Espécie de pesca de profundidade, normalmente encontrada em capturas ou mercados e não no turismo subaquático. Consulte a orientação piscatória atual.

  • Nome em inglês: Silver scabbardfishNome científico: Lepidopus caudatusReferência açoriana: Peixe-espada-branco

    Habitat: Águas profundas bentopelágicas e pelágicas ao longo dos taludes insulares, geralmente muito abaixo da profundidade de mergulho recreativo.

    Talabarte é um nome açoriano documentado; pode ser mais familiar na pesca do que entre visitantes.

    Espécie de pesca de profundidade. Guias locais antigos referem mudanças nas capturas; não as transforme numa tendência populacional atual sem fonte.

  • Nome em inglês: Common moraNome científico: Mora moroReferência açoriana: Melga

    Habitat: Talude insular profundo junto ao fundo, normalmente além da profundidade do mergulho recreativo.

    Juliana aparece para esta espécie em algum material antigo, mas as listas oficiais açorianas associam mais claramente juliana a Phycis blennoides.

    Sobretudo uma espécie de pesca de profundidade/guia científico. Não identifique peixe de mercado apenas pelo nome ambíguo juliana.

  • Nome em inglês: Greater forkbeardNome científico: Phycis blennoidesReferência açoriana: Juliana

    Habitat: Talude profundo lodoso e arenoso, geralmente a maior profundidade do que a abrótea costeira Phycis phycis.

    Abrótea-do-alto também é uma forma oficial/local e confunde-se menos com Mora moro.

    Espécie de pesca de fundo profundo; confirme as regras atuais e não sugira que é um encontro normal durante snorkeling.

  • Nome em inglês: ForkbeardNome científico: Phycis phycisReferência açoriana: Abrótea

    Habitat: Grutas e saliências rochosas, desde águas costeiras até ao talude insular; sobretudo noturno e abrigado durante o dia.

    Abrótea-da-costa é a forma oficial/local mais específica, distinguindo-a de parentes de águas mais profundas.

    Espécie de pesca; observe peixes abrigados sem os importunar com a lanterna e consulte as regras atuais antes da captura.

  • Nome em inglês: European congerNome científico: Conger congerReferência açoriana: Congro

    Habitat: Fendas rochosas, grutas e fundos mistos, desde a costa até ao talude insular; os adultos grandes tendem a usar águas mais profundas.

    Safio também está estabelecido nas listas oficiais açorianas.

    Nunca alimente à mão nem introduza a mão no abrigo; um congro grande pode causar uma mordedura grave. É também uma espécie de pesca regulamentada.

  • Nome em inglês: Atlantic wreckfishNome científico: Polyprion americanusReferência açoriana: Cherne

    Habitat: Taludes rochosos profundos, estruturas semelhantes a naufrágios e montes submarinos; os juvenis podem associar-se a objetos flutuantes perto da superfície.

    Cherne-americano é a forma portuguesa oficial mais explícita.

    O Portal da Biodiversidade dos Açores indica Dados Insuficientes na camada de conservação de 2022. Espécie de profundidade longeva e pescada; evite afirmações locais de tendência sem suporte.

  • Nome em inglês: OilfishNome científico: Ruvettus pretiosusReferência açoriana: Peixe-chocolate

    Habitat: Águas pelágicas profundas e do talude insular, associadas ao habitat oceânico em redor das ilhas e dos montes submarinos.

    Escolar e chocolate também são nomes comerciais portugueses aceites na base de dados da UE.

    Aviso alimentar: a legislação da UE exige que os Gempylidae, incluindo esta espécie, apresentem informação de preparação/cozedura e um aviso sobre substâncias com efeitos gastrointestinais adversos.

Fontes

Nota editorial: as datas históricas são apresentadas como marcos documentais; as hipóteses sem consenso aparecem explicitamente como debate. Para meteorologia, acessos e risco vulcânico ou sísmico, prevalece sempre a informação oficial atual.

Fontes e leitura adicional

Atlantic Heritage · Criação Velha

A villa

Uso privado, quatro quartos com casa de banho privativa, piscina infinita aquecida todo o ano e jacuzzi interior para até oito adultos. Registo 1503/AL; os serviços seguem a reserva confirmada.